SUÍÇA - Zurique
Poucos lugares do mundo têm tantas atrações num
território tão pequeno. Precisa, perfeita e bem-acabada, a Suíça faz
um esforço para provar que, como seus relógios, é cara, mas funciona
melhor
Aconteceu na Suíça: um certo cidadão brasileiro
estava sentado na plataforma 2 da estação central de Zurique, à espera
da composição que o conduziria a Davos, renomado resort de inverno no
cantão de Grisons. O trem chegaria em breve, pontualmente às onze horas
e dois minutos, porque trens suíços não atrasam. O patrício olhou para
o pulso a fim de checar o seu relógio com o da estação, atitude sábia,
porque os relógios das estações suíças marcam sempre a hora exata.
Foi quando ele deu pela falta do Bucherer que havia recebido como presente
de seu avô numa data muito especial. Para quem não sabe, Bucherer é uma
das centenas de marcas de relógios suíços, aqueles equipamentos de
engrenagem absolutamente impecável, cujas coroas e pinhões se movem com
precisão micrométrica, acompanhando passo a passo a evolução dos
segundos provavelmente até o final dos tempos.
Perder um Bucherer é, possivelmente, ainda pior do que
ter um Rolex (também suíço) roubado num cruzamento de São Paulo.
Porque, pelo menos quando há um ladrão, há um culpado - e, no caso em
questão, o culpado - por desleixo - era o próprio dono do relógio,
ainda mais abalado por se tratar de um objeto de valor sentimental.
Nosso desafortunado personagem, que havia alcançado
Zurique procedente da estação de esqui de Lenk, no cantão de Berna,
tomou então uma decisão: voltar ao outro lado do país (Lenk fica a
leste e Davos a oeste da Suíça) em busca da preciosidade perdida.
Em qualquer lugar do mundo, uma mudança de planos tão
repentina representaria, no mínimo, um incômodo logístico. Na Suíça,
não. Nesse país integralmente resolvido, acabado e minuciosamente
organizado, onde vivem 7 milhões de pessoas que podem se dedicar
exclusivamente aos problemas existenciais - já que os materiais estão
solucionados -, bastou ao fulano mudar de plataforma. Munido de um
Kursbuch e de um Swiss Pass, itens obrigatórios para qualquer turista que
pretenda viajar nessas paragens, ele começou a longa e fluente viagem de
retorno.
Por meio do Kursbuch, que vem a ser uma tabela com o
horário preciso das composições nos mais de 10 mil quilômetros de
linhas ferroviárias helvéticas, o proprietário do Bucherer extraviado
descobriu que, em exatos seis minutos, um expresso deixaria a plataforma 4
rumo a Berna, de onde sete minutos depois haveria uma conexão rumo a
Spiez, seguida de uma baldeação quase imediata para Boltingen, outra
para Zweisimmen e, finalmente, uma com destino a Lenk.
Se você imagina que a sorte voltou a sorrir ao nosso
amigo só porque havia um trem convenientemente à sua disposição,
engana-se. Na Suíça sempre há trens para qualquer parte e você nunca
precisa esperar, porque, por um caminho ou por outro, o destino é
alcançável. Quanto ao Swiss Pass, de fato o tal cidadão, embora um
tanto distraído, mostrou-se um sábio viajante. Por 316 dólares,
qualquer turista pode comprar a pequena carteira vermelha que dá oito
dias de salvo-conduto para circular na primeira classe de qualquer trem
suíço - e ainda vale para ônibus, bondes, navios, balsas e diversos
funiculares e teleféricos. Não existe maneira melhor de viajar pela
Suíça, nem que seja apenas em busca de um Bucherer de família.
Resumindo a saga do mencionado brasileiro, cinco horas
mais tarde, após ter desperdiçado, por aflição, a oportunidade de
desfrutar as incomparáveis paisagens alpinas que se apresentaram pela
janela do comboio, ele estava de volta à estação de Zurique. Sem o
relógio, cabisbaixo e interminavelmente culpado, ele voltou a
sentar-se no banco da plataforma 2, à espera de um novo trem para Davos.
Eis que um leve fulgor atraiu-lhe a atenção. Ao seu lado, no banco da
movimentada estação, repousava, como num milagre, o inestimável
Bucherer.
Coisas como essa acontecem por aqui. O relógio, que se
soltara do pulso de nosso herói várias horas antes, foi provavelmente
recolhido do chão imaculadamente limpo da gare por um honesto cidadão
suíço, que, não tendo encontrado imediatamente seu proprietário,
colocou-o sobre o banco mais próximo. Ao longo do dia, milhares de
transeuntes viram o Bucherer ali, dourado e solitário, mas a ninguém
ocorreu levá-lo para casa.
O prezado leitor há de convir que o desfecho dessa
história teria sido diferente na Avenida Paulista, em Copacabana ou mesmo
no Central Park, ou, ainda, no Jardim das Tulherias. O que não significa
que você deva ficar esquecendo relógios valiosos quando vier para a
Suíça, mas certamente garante que você terá muita segurança quando
estiver por aqui.
A solidez de certos valores suíços é comparável à
dos pétreos cumes alpinos que cobrem três quintos da superfície do
país. A confiabilidade, por exemplo. Os mesmos cidadãos que passaram ao
largo do Bucherer esquecido na estação de Zurique administram, nos seus
bancos, as fortunas pessoais de parte expressiva dos bilionários do
planeta. Para não falar na discrição. Assim como ninguém, ao que se
saiba, saiu alardeando que havia um relógio valioso abandonado na
plataforma, os suíços jamais dirão a ninguém a origem dos depósitos
de seus clientes, ainda que sob tortura. Daí que o tempo passa, os
paraísos fiscais espoucam aqui e ali, mas quando se trata de dinheiro
grosso - especialmente os volumosos bilhões de xeques e sultões do
Oriente Médio -, a Suíça continua com seu inabalável prestígio
bancário visível nas austeras agências de Paradeplatz, no coração de
Zurique, por sinal a única cidade do país com perto de 1 milhão de
habitantes (936 mil, para fazer jus à precisão que os locais tanto
prezam).
Outro valor inestimável do caráter suíço é a
neutralidade. "Isso não é comigo", devem ter pensado, com seus
botões, vários dos transeuntes que viram a preciosidade na estação,
seguindo a mesma linha de raciocínio adotada por seus conterrâneos nas
infindáveis guerras que devastaram a Europa. A Suíça sempre foi uma
espécie de tucano europeu, aboletada em cima do muro (ou no alto dos
Alpes) durante as pendengas de seus vizinhos. Essa postura muitas vezes
cômoda e grandemente individualista vem dando certo ao longo da
História. De um jeito ou de outro, o minúsculo país de 41 mil
quilômetros quadrados (cerca de um sexto do Estado de São Paulo) vem
saindo incólume das freqüentes explosões de ira de seus poderosos
vizinhos, especialmente Alemanha, França, Itália e Áustria.
Curioso é que, paradoxalmente, a Suíça é um dos
países mais fortemente armados per capita em todo o mundo. "Nós
não temos um Exército: somos um exército", costumam proclamar os
líderes militares, alardeando o eficiente treinamento militar da
população helvética. Na verdade, todo pacato cidadão suíço com jeito
de contador de banco ou relojoeiro bondoso é um soldado bem treinado,
obrigado a se submeter a dezessete semanas de preparação militar aos 18
anos, com reciclagens anuais obrigatórias de três semanas até os 36
anos de idade e de duas semanas por ano até sua aposentadoria.
Mas, apesar dessa fama de precisão, também no quesito
militar, a grande conquista militar do país foi ter se mantido ao largo
das refregas européias pelos últimos 500 anos.
O resultado colateral mais evidente dessa política foi
a prosperidade. Sem ter de reconstruir suas cidades a cada século e
aproveitando o caos da guerra para armazenar a fortuna alheia a taxas
módicas, a Suíça enriqueceu. Distantes dos conflitos, os suíços
puderam cuidar de esmerar suas paisagens, já por natureza espetaculares.
Mais que isso: tornaram-se maníacos por ordem e limpeza. Suas cidades
são quase assépticas. Não há fachadas descuidadas ou papéis no chão.
Experimente deixar uma tampa de cerveja cair na Banhoffstrasse em Zurique
ou na Rue des Alpes, em Genebra, se quiser ouvir o pito de alguma velhinha
cheia de civilidade. O mesmo capricho aplicado às cidades foi conferido
aos campos. Os bosques foram tratados como jardins. Os jardins, como
canteiros. Os canteiros, como flores. Assim, lentamente - limpando,
polindo, burilando - os suíços construíram seu país de presépio e sua
reputação de perfeccionistas.
Um dia, enfim, ele ficou pronto. Dos Alpes, no sul, aos
Montes Jura, no norte, nada mais havia para ser feito, a não ser a eterna
manutenção do perfeito. Foi quando a Suíça se tornou um emblema de
beleza-natural-domada-pelo-homem. Nove entre dez calendários de parede
impressos no Ocidente passaram a mostrar seus lagos translúcidos, suas
encostas vertiginosas e suas casinhas de madeira que se tornaram
referência obrigatória para qualquer construção nas montanhas, de
Aspen a Campos do Jordão, de Bariloche a Gramado.
Instituída como padrão de beleza ocidental, a Suíça
começou a ser cada dia mais visitada pelos estrangeiros, sequiosos por
ver de perto o perfil mágico do Matterhorn - aquele pico que aparece nas
embalagens de chocolates por toda a parte. E é claro que eles gostaram:
além da irretocável paisagem alpina, os visitantes passaram a desfrutar,
na própria pele, o capricho suíço. Que significava - e continua
significando - hospedagem acolhedora, lençóis engomados e culinária
substanciosa.
A culinária, aliás, é um capítulo à parte. Desde
que, em 1880, Johanna Spyri escreveu a novela Heidi, os suíços ficaram
mundialmente conhecidos como "produtores" de crianças coradas,
gorduchas e saudáveis. A fórmula desses bebês-Johnson - especialmente
invejados na Inglaterra, onde o ar frio e úmido tornava as crianças
franzinas e doentias - seriam porções generosas de queijo suíço
derretido, misturadas a pães, batatas ou rösti, que é como os suíços
chamam as suas carnes guizadas.
Assim foi que os queijos suíços, seguidos pelos
chocolates derivados do mesmo leite, tornaram-se ícones mundiais, tanto
como o padrão de hotelaria e o padrão de beleza natural que o pequeno
país oferecia.
Dois últimos ingredientes contribuíram para
transformar a Suíça em sinônimo de turismo-de-inverno em todo o mundo:
o desenvolvimento dos esportes de neve - esqui, langlauf e snowbarding,
entre outros nomes desconhecidos no Brasil - e a vocação poliglota de
seu povo.
Desde sempre uma colcha de retalhos de grupos étnicos
diversos, a Confederação Helvética, criada em 1291, é uma Babel posta
em ordem pela Constituição Republicana de 1848. São, ao todo, 26
cantões, onde todo mundo fala pelo menos três idiomas: o alemão e o
francês, oficiais, e o inglês, obrigatório. Além disso, também o
italiano e o romanche são línguas nacionais suíças, constando portanto
em toda a papelada oficial, inclusive nas valorizadas notas de franco
suíço.
Essa diversidade cultural, somada à mencionada - e
sempre sublinhável - neutralidade tucana do país, acabou por firmar a
vocação multinacional da Suíça. E não por outro motivo ali se
instalaram as sedes de grandes entidades mundiais, como a Fifa (João
Havelange, como se sabe, trabalha em Zurique), o Comitê Olímpico
Internacional - estabelecido em Lausanne -, a Organização Mundial de
Saúde e a Cruz Vermelha Internacional, aliás idéia bem-sucedida do
suíço Henry Dunant.
País pronto, rico e caro, a Suíça virou também o
refúgio predileto de aposentados ilustres e famosos, como Charles
Chaplin, Hermann Hesse e Paul Klee, na mesma medida em que limitou e
controlou a imigração estrangeira, fenômeno que desequilibrou outras
potências européias, gerando lideranças políticas esdrúxulas como a
de Jean Marie Le Pen, na França.
Esse controle de estrangeiros só foi possível porque,
ao contrário de seus vizinhos, a Suíça depende muito pouco da
indústria. Fora alguns gigantes na área alimentícia e certos
laboratórios de ponta, a Suíça não é especialmente conhecida pelo que
fabrica. Não existe, por exemplo, nenhuma marca expressiva de carros
suíços, embora os moradores, a bordo de Mercedes, BMWs, Rolls Royce e
Ferraris, nem liguem para isso. Na verdade, perto de 70% dos trabalhadores
suíços estão ligados ao setor de serviços, que não produz nada
palpável, mas administra, por exemplo, bancos, hotéis e restaurantes.
Isso tudo pode soar como blablablá estatístico, mas
os resultados práticos são palpáveis. Menos indústrias, menor a
poluição. As cidades se tornam conglomerados mais harmônicos e menos
densos. Não se vêem chaminés no horizonte como nos países vizinhos. Os
rios são limpos e desembocam em lagos igualmente limpos. A população
pula na água nos poucos dias em que o verão esquenta.
A sociedade suíça, enfim, seria perfeita e precisa
como seus relógios, não fosse o fato de que lhe falta - ao nosso sabor -
algum remelexo latino. Quase nada de improvisação cabe nessa paisagem.
Quem foge ao padrão vira excentricidade e acaba, via de regra, segregado
ao alegre gueto de Neumarkt, o bairro mais irreverente do país,
incrustado na beira do Rio Limmat, há poucas centenas de metros das sedes
dos grandes bancos suíços, em Zurique.
Na Rua Niederdorf e suas transversais, uma multidão de
outsiders puxa um fumo, agita um rock pesado e mistura bratwurst com
cerveja depois do expediente.
O mesmo fenômeno ocorre em setores determinados das
outras grandes cidades suíças - Genebra, Basiléia, Berna e Lausanne -,
que, na verdade, para nossos padrões, não passam de pequenos núcleos de
200 ou 300 mil habitantes.
Desse grupo fazem parte, com certeza, os 4,2% de
desempregados da Suíça, um contingente pequeno - se comparado à média
de 11% de desemprego nos países da Comunidade Européia - mas crescente,
especialmente em função da valorização do franco suíço. Pela
primeira vez, em muitos anos, os helvéticos largam as ferramentas de
conservação com as quais há décadas cuidam de sua imagem e de sua
paisagem e passam a se preocupar com cifras. A neutralidade vale pouco
quando a guerra é de preços e os suíços estão conscientes de que tudo
no seu país - dos hotéis aos produtos da cesta básica - custa hoje
quase 20 % mais caro do que nos países vizinhos. Com a desvantagem
adicional que muitos deles - Áustria, Alemanha, França e Itália -
também possuem trechos generosos da cordilheira alpina e se apresentam,
momentaneamente, como opções mais econômicas para o turista de inverno.
"Se você quer fazer mal a alguém, dê-lhe
primeiro quarenta anos de sucesso", argumentava recentemente o
diretor do turismo suíço Marco Hartmann, conclamando os empresários da
hotelaria suíça, sentados em meio século de lucros, a se tornarem mais
competitivos.
"Não somos bons como éramos", desafiava
ele, vendo a taxa de ocupação dos hotéis cair gradativamente. Um
chamamento legítimo, mesmo que a Suíça ainda mantenha a taxa de 20
milhões de turistas por ano - quase três por habitante - porquanto
destinos como Aspen e Vail, nos Estados Unidos venham crescendo no mercado
internacional.
"Eles são apenas cópias", dizia,
recentemente, nos embalos de um vinho suíço fendant (que não é dos
melhores, diga-se) um hoteleiro local. Referia-se desdenhosamente à
arquitetura dos resorts de inverno americanos, como todas, aliás,
copiadas do original helvético. Mesmo ele, porém, acabou admitindo que
bons clientes (entre eles tradicionais famílias brasileiras) já haviam
optado pela notável vantagem recente dos preços norte-americanos.
Pior que isso: a neve vem escasseando nos Alpes. Seja
por culpa do efeito estufa, seja no rastro de um azar sem conta, o fato é
que os cobiçados flocos brancos - sem os quais é impossível praticar
esportes de inverno - são menos abundantes hoje do que eram, por exemplo,
vinte anos atrás. Para quem tem um Matterhorn, um Monte Rosa ou resorts
colunáveis como Gstaadt e St. Moritz, a falta de frio equivale a
ausência de sol no verão do Rio ou de Cancún.
Ainda não há explicações plausíveis para o
fenômeno, nem se tem como certo de que ele progredirá (pode nevar
abundantemente na próxima temporada), mas a Suíça já está reagindo a
seus infortúnios recentes.
De um lado, os políticos buscam convencer a
população de que é hora de acabar com a neutralidade histórica e
ingressar, de corpo e alma, na Comunidade Européia, em busca de uma
economia mais competitiva (no último plebiscito, em 1993, a maioria dos
suíços rejeitou participar do megamercado erigido ao seu redor). De
outro, a exacerbação dos regionalismos vem revigorando o orgulho
nacional e mais que nunca a Suíça se regozija de ser a sede mundial dos
alpinistas, dos trilheiros, dos queijeiros, chocolateiros e - claro - dos
relojoeiros.
Quanto a São Pedro, por enquanto os suíços não
sabem bem o que fazer. A metade católica da população ergue preces por
invernos bem geladinhos, enquanto a metade protestante vai direto a Cristo
com a mesma ladainha. Mas esse assunto de neve é veleidade de peritos em
esqui ou snowboard, coisa que, definitivamente, a maioria de nós,
brasileiros, não somos. Para o que queremos - um pouco de chantilly
enfeitando o morango de nossas férias - haverá, sem dúvida, o
suficiente.
Eis por que os suíços estão apostando suas fichas em
mercados turísticos emergentes como o nosso. Afinal, com ou sem neve
abundante, não lhes faltam paisagens deslumbrantes para mostrar -
cartões- postais especialmente atraentes para quem vem de terras com
geografia, clima e comportamento tropicais. E se você é daqueles que
acha que para ver montanhas ou comer fondue basta galgar a Serra da
Mantiqueira ou a Serra Geral, nunca é demais lembrar que esse raciocínio
equivale, por exemplo, a você se dar por satisfeito com os arranha-céus
da Avenida Paulista, considerando que, dessa forma, já sabe como é Nova
York.
Além disso, é verdade que no Brasil você até pode
encontrar bons raclettes e chocolates competentes. Mas certamente nunca
vai ver nada parecido com o Matterhorn. Dificilmente terá a sensação de
que o mundo todo é perfeito e bem-acabado como a que se sente na Suíça.
E, certamente, jamais vai poder esquecer um Bucherer no banco da estação
de trens.
Banhofstrasse: um delírio de consumo na rua dos
milionários
A Suíça não é um lugar para fazer compras. Seus preços
estão entre os mais caros da Europa e suas especialidades - chocolates,
relógios, queijos e canivetes - estão disponíveis em qualquer esquina do
planeta por valores menos salgados. Mas, se você não resiste ao prazer
de entrar nas lojas e descobrir o que está à venda, você pode
experimentar apenas visitar as lojas. Não se trata de uma rua comum.
Ali, nos 1 400 metros que vão da estação ferroviária ao Lago de Zurique,
ficam, lado a lado, as sedes dos principais bancos suíços e as vitrines
de algumas das lojas mais caras do mundo.
10 bons lugares para esquiar na Suíça
Aspen e Vail estão na moda, mas é na Suíça que
estão os mais tradicionais destinos de inverno do planeta. Se você
esquia ou mesmo se apenas curte um fondue e uma lareira numa paisagem
deslumbrante de neve, estes são os lugares em que é preciso ir
AROSA
Pistas: 70 km
Altitude: 1 800-650 m
Média anual de neve: 692 cm
Leitos disponíveis: 4 900
Informações turísticas: (081) 31-5151
Como é: elegante, concorrido, dominado pelo Monte
Weisshorn
Hotéis: 5 estrelas: Arosa Kulm Hotel; 4 estrelas: Prätschli; econômico: Veter.
DAVOS
Pista: 200 km
Altitude: 1 560-2 844 m
Média anual de neve: 427 cm
Leitos disponíveis: 6 336
Informações turísticas: (081) 415-2121
Como é: uma cidade maior que as outras. Bela, mas
sempre concorrida.
Hotéis: 5 estrelas: Steigenberger Belvedere; 4 estrelas: Davoserhof;
econômico: Anna Maria.
KLOSTERS
Pistas: 170 km
Altitude: 1 560-2 844
Média anual de neve: 427cm
Leitos disponíveis: 2 000
Informações turísticas: (081) 410-2020
Como é: na região de Graubunden, um resort menor e
mais aconchegante com boa estrutura esportiva.
Hotéis: 4 estrelas: Alpina; Steinbock; 3 estrelas: Buel.
GSTAAD
Pista: 257 km
Altitude: 1 100-3 000 m
Média anual de neve: 627 cm
Leitos disponíveis: 2 300
Informações turísticas: (030) 8-8181
Como é: sofisticado. Fica em Berner Oberland e
atualmente é um dos preferidos do jet-set internacional.
Hotéis: 5 estrelas: Grand Hotel Park; 4 estrelas: Alpenrose; 3 estrelas: Landhaus.
WENGEN
Pista: 177 km
Altitude: 1 300-3 450 m
Média anual de neve: 389 cm
Leitos disponíveis: 2 200
Informações turisticas: (036) 55-1414
Como é: ótimos equipamentos para esporte com uma
paisagem privilegiada.
Hotéis: 4 estrelas: Beausite Park Hotel; 3 estrelas:
Bellevue; econômico: Baren
tel.: (036) 551419.
CRANS-MONTANA
Pista: 160 km
Altitude: 1 500-3 000 m
Média anual de neve: 518 cm
Leitos disponíveis: 3 425
Informações turísticas: (027) 41-3041
Como é: um dos maiores resorts de esqui, com grande
disponibilidade de albergues para jovens.
Hotéis: 5 estrelas: Royal; 4
estrelas: Excelsior; 3 estrelas: Mont-Blanc.
ST. MORITZ
Pista: 403 km
Altitude: 1 856-3 060 m
Média anual de neve: 368 cm
Leitos disponíveis: 5 895
Informações turísticas: (082) 3-3147
Como é: provavelmente a mais badalada estação de
esqui do planeta. Ideal para quem quer ver e ser visto.
Hotéis: 5 estrelas: Badrutt’s Palace Hotel; 4 estrelas:
Baren; 3 estrelas: Corvatsch.
LES DIABLERETS
Pista: 60 km
Altitude: 1150-3000 m
Média anual de neve: 454 cm
Leitos disponíveis: 1 000
Informações turísticas: (025) 653-1358
Como é: uma opção para praticar esqui na região do
Lago de Genebra, nas proximidades de outros pequenos resorts. Aqui se fala
predominantemente o francês.
Hotéis: 4 estrelas: Eurotel; 3 estrelas: Les Chamois; 2 estrelas: Mon Abri.
GRINDELWALD
Pista: 150 km
Altitude: 1 034-2 501
Média anual de neve: 400 cm
Leitos disponíveis: 2 915
Informações turísticas: (036) 53-1212 Como é: o único grande resort na área do Jungfrau, o
segundo mais belo pico da Suíça. Conhecida como vila dos glaciares.
Hotéis: 5 estrelas: Grand Hotel Regina; 4 estrelas: Eigerblick; econômico: Sonnenberg.
ZERMATT
Pista: 230 km
Altitude: 1 260-3 820 m
Média anual de neve: 334 cm
Leitos disponíveis: 6 300
Informações turisticas: (028) 66-1181
Como é: deliciosa, livre de carros, desfruta da
vantagem adicional de estar aos pés do Matterhorn, a montanha das
montanhas.
Hotéis: 5 estrelas: Mont Cervi;, 4 estrelas: Monte Rosa; 3 estrelas:
Aristella.
O que fazer em uma semana de viagem
1º Dia - Tendo chegado por Zurique, a principal porta
aérea do país, você pode começar por um programa mais urbano.
Instale-se no hotel e siga até a estação ferroviária (Haputbanhof) para comprar o
indispensável passe, com o qual você poderá usar quase todos os meios
de transporte públicos da Suíça (bondes, trens, ônibus, barcos e
diversos funiculares e teleféricos). Chama-se Swiss Pass e oferece, a
preços diversos, alternativas para quatro, oito, quinze dias ou um mês.
Outra alternativa é o Swiss Flexi Pass, que pode ser usado por um
determinado número de dias dentro de um período. Não se preocupe:
apresente o seu plano de viagem e vão lhe dizer o que é melhor. Aqui é
a Suíça. Ninguém vai tentar te enganar. Saindo da estação, siga em
frente pela Banhofstrasse, uma das ruas mais caras do planeta. Para
comprar, não vai dar (a não ser que você não ligue para dinheiro). Mas
vale a pena olhar atentamente pelas vitrines para ver as preciosidades à
venda. O trajeto é de 1 400 metros até o Lago Zurichsee. Na beirada,
observe o delicioso movimento de barcos, gente e cisnes, que no inverno
pode não existir. Dando as costas para o lago, olhe para a direita e
observe que há um rio paralelo à Banhofstrasse. Chama-se Limmat, é tão
limpo que
pode-se nadar e pescar nele durante o verão (no centro
da cidade!) e é o caminho a ser seguido. Caminhe pela margem esquerda
(Stadthausquai) até a igreja de Fraumünster, construída entre os
séculos 12 e 15. Ela não é especialmente bonita, mas vale a visita por
causa dos belos vitrais de Marc Chagall. Depois atravesse a ponte em
frente à porta da igreja e pronto: você está em Neumarkt, o bairro mais
gostoso da cidade. Espécie de Village suíça, nas labirínticas ruelas
dessa área escondem-se os boêmios, os intelectuais e as lojinhas e bares
mais transadas da cidade. Um lugar onde vale a pena se perder. Aproveite
para jantar num dos restaurantes da Niederdorfstrasse, que é o
coração desse bairro.
2º Dia - Não, você ainda tinha outras coisas para
ver em Zurique, mas como a proposta é conhecer a Suíça, já é hora de
começar a rodar. Embarque para Lucerna no primeiro trem disponível (há
um utilíssimo livreto de horários chamado Kursbuch - disponível em
inglês e francês também - para você pegar em qualquer estação). A
viagem é bonita, leva menos de 50 minutos e vai levá-lo a uma das
cidades mais turísticas da Suíça, especialmente famosa pela
deslumbrante paisagem do lago do mesmo nome. Ao seu redor vêem-se
montanhas fabulosas nos dias claros, entre as quais o Monte Pilatus, cujo
cume pode ser atingido num passeio que inclui uma subida no funicular mais
íngreme do mundo. O passeio leva cerca de três horas e se você quiser
fazê-lo precisa chegar cedo a Lucerna.
Outra atração da cidade é o bem-cuidado bairro
medieval, onde se destaca a famosa ponte de madeira coberta que aparece em
todos os cartões-postais. Na verdade, a Kappelbrücke não é a original
(foi muitas vezes reconstruída depois de vários incêndios), mas vale a
foto. Veja também o monumento do Leão, escavado num paredão em honra da
Guarda Suíça do Papa, aproveitando o caminho para subir a escadaria da
bela Hofkirche, a catedral da cidade.
3º Dia - Passe aberto é dinheiro indo embora.
Portanto embarque de novo (você está ficando expert) rumo a Berna, a
capital federal. Nada em comum com as capitais que você conhece. Berna
tem pouco mais de 300 mil habitantes e um ar eternamente bucólico que
emana de seus bosques. O trajeto indicado é a cidade velha, uma grande
área de pedestres de 6 quilômetros de extensão, cheio de belas obras de arquitetura para
ver. Pouca gente sabe, mas a cidade velha de Berna, reconstruída em
arenito no ano de 1405, é um dos poucos Marcos Mundiais consagrados pela
Unesco, ao lado de companhias ilustres como as Pirâmides do Egito e o Taj
Mahal. O passeio tem de ser o mais investigativo possível, o que
certamente vai lhe abrir o apetite. Coma um rösti, o típico guizado
suíço no restaurante que lhe parecer melhor. Uma sugestão econômica? O
Klötzlikeller, adega encravada na cidade velha, com ar medieval, que fica
na Gerechtigkeigase,62. Tudo bem: o nome é impronunciável, mas você
sempre pode mostrar um papelzinho com ele anotado para pedir uma
indicação. Não durma em Berna. Como seu tempo é curto, volte para a
estação e siga até Lausanne. A sensação é a de ter mudado de país,
porque agora tudo é francês.
4º Dia - Lausanne vale a pena porque fica à beira do
Lac Léman, tem belas vistas alpinas e está no caminho de Genebra. Logo
pela manhã pegue o chamado "metrô" (que na verdade é um
funicular) e dirija-se para Ouchy, que é o bairro que fica exatamente em
frente ao lago e é especialmente bonito. Ali fica o imperdível Museu
Olímpico. Se você gosta de esportes, estará em casa. Se não, ainda
assim vale a pena ver o belo projeto arquitetônico e os jardins fabulosos
inaugurados recentemente na cidade que também é sede do Comitê
Olímpico Internacional. Duas alternativas a partir daí: siga de barco
até Genebra (seu passe vale - é só conferir os horários) ou volte ao
velho balanço do trem. E quando chegar à capital francesa da Suíça,
sinta-se ainda mais em Paris jantando na filial da Braserie Lipp, na Rue
de la Confédération, 8. Reserve antes pelo tel.: (022) 311-1011.
5º Dia - Ou você arruma mais tempo, ou sinto lhe
informar que você só vai ter a manhã para passear na beira do lago e
ver o famoso Jet D’Eau, o jato d’água que se eleva em frente ao porto
da cidade, partindo do meio do lago até a altura de 145 metros. Passeie
pelo Quai de Mont-Blanc até o belo Parque de Mon Repos, dê uma geral na
cidade e volte para pegar o trem rumo a Zermatt. Atenção: a viagem para
Zermatt é longa, com várias baldeações e merece ser feita à luz do
dia. As paisagens alpinas são inesquecíveis.
6º Dia - Reserve para curtir os Alpes. A cidade de
Zermatt só tem algumas poucas ruas,
onde trafegam esporádicos carros elétricos no verão
e trenós no inverno (o tráfego de veículos motorizados é proibido). É
um ótimo lugar para passear no verão e um lindo resort esportivo no
inverno. Tanto numa como noutra estação, vale a pena pegar o trem e
subir no Gornegrat, a 3 135 metros de altura. Você vai ter a vista mais
fabulosa do Matterhorn, além de ver as grandes geleiras que ocupam esta
parte dos Alpes. Se o frio estiver forte, peça um kirsch (ou outro
aguardente forte) no bar que há ao lado da estação terminal do trem. Na
volta a Zermatt, dê uma parada na estação de Riffelalp (a meio caminho
na descida) e ande 200 metros até o simpático Berghotel Riffelalp,
ótimo lugar para almoçar. Nos meses menos frios, é uma delícia descer
de Riffelalp até Zermatt a pé, numa trilha repleta de panoramas
esplêndidos e típicas construções da região de Valais. Outra boa
opção é subir até 3 886 metros por quatro teleféricos diferentes rumo
ao Klein Matterhorn. Vistas inimagináveis. À noite, escolha um
restaurante para comer um fondue de queijo ou um raclette, pratos típicos
suíços. No frio é uma delícia.
7º Dia - A melhor alternativa para esse dia seria
embarcar às 10h10 no Glacier Express, um trem panorâmico que faz uma
fantástica jornada de sete horas e meia pelos Alpes, passando por 291
pontes, 91 túneis e dezenas de lindos vilarejos com destino à St.
Moritz. Um guia conta curiosidades sobre cada lugar pelos alto-falantes do
vagão, de modo que você ainda ganha um monte de informações. Para
garantir um lugar no Glacier Express, o melhor é reservar antes. O Swiss
Pass vale, mas há um suplemento de 9 francos suíços por pessoa para a
reserva. O problema é que você, optando por esse programa, vai precisar
prolongar sua jornada por mais um dia, ou perde o avião de volta em
Zurique. Mas, a essa altura, informado de que você ainda não viu quase
nada da Suíça - não houve tempo para Lugano e Locarno na porção
italiana do país, só para dar um exemplo -, você talvez já tenha
mudado de idéia e decidido estender suas férias suíças. O país merece
mais que uma semana!
Onde é melhor
FICAR
Além de possuir as melhores escolas de hotelaria do
mundo, a Suíça tem mais de 260 mil quartos de hotel e perto de 900 mil
vagas em albergues, apartamentos de aluguel, campings e outros
alojamentos. Quer dizer: certamente há opções convenientes para o seu
orçamento, embora, no geral, os preços suíços sejam maiores do que a
média. Em compensação, a qualidade da hospedagem é compatível e os
serviços são competentes. Se você não fizer questão de luxo, uma
ótima alternativa é fazer contato com a E&G Hotels, uma entidade que
reúne hotéis simples e aconchegantes.
COMER
A cozinha da Suíça é das melhores e mais
consistentes do mundo. Não podia ser diferente, com tanta influência da
França, Itália e Alemanha reunida num só lugar. As especialidades à
base de queijo são famosas no mundo inteiro e você não pode deixar o
país sem ter provado um fondue de queijo, à base de queijos Gruyère e
Ementhal ou um raclette, farto pedaço de queijo de Valais derretido sobre
batatas assadas. Em Zurique, você pode provar essas especialidades no Lé
Dezaley (Römmergasse, 7, tel.: 251-6129) ou nos bons restaurantes da Hauptbanhof (a
estação de trens). Nas cidades alpinas, esses pratos são encontrados
por toda a parte. Vale a pena, também, provar o rösti, um prato forte à
base de batatas, cebola e bacon. Se você tiver um apetite mais latino,
experimente o Spanische Weinhandlung (Bodega Espanhola), uma espécie de
taverna espanhola que funciona, sempre cheia, em Zurique desde 1874 e fica
na Münstergasse, 15, tel.: 251-2310. É suíça também a rede de restaurantes Mövenpick, famosa por seus
sorvetes, que serve boa comida a preços honestos. Não deixe de
experimentar os ótimos doces da maior parte das confeitarias (conditorei)
do país. Em Zurique, o Café Conditorei Schorer é dos mais charmosos e
tradicionais (Napfgasse,4). Já se você não liga para quanto vai gastar desde que
coma o melhor, duas sugestões de relais gourmands (restaurantes em que a
gastronomia é praticada como arte) na Suíça: o Auberge du Raisin, em
Lausanne (1, pl. de l’Hôtel-de-Ville, tel.: 799-2131) e o Jöhri’s
Talvo, em St. Moritz (Via Gunels, 15, tel.: 344 55).
PASSEAR
Dez sugestões em cinco cidades:
Zurique: passear pelo bairro de Neumarkt e dar uma
volta pelo lago a bordo de um dos barcos que saem do píer no final da
Banhofstrasse. São vários barcos, que fazem desde pequenos tours até
viagens de ida e volta até o final do lago, que duram várias horas.
Genebra: andar pelos parques Mon Repos, Perle du Lac e
Villa Barton, na margem norte do Lago Léman e visitar o Palácio das
Nações, sede européia da ONU.
Berna: conhecer a cidade antiga em detalhes e pegar o
funicular até Gurten (pela Monbijoustasse) para desfrutar um panorama
privilegiado da cidade e da região.
Lausanne: visitar o Museu Olímpico em Ouchy e subir a
Vue du Signal, um belvedere a 643 metros de altura.
Lucerna: passear pela porção medieval da cidade e
apanhar uma excursão para subir o Monte Pilatus.
COMPRAR
Os artigos mais raros, luxuosos e caros que existem
neste planeta estão na Banhofstrasse, em Zurique, ao lado das sedes dos
grandes bancos. Mas há, entre elas, lojas em que vale a pena tentar uma
compra, como a Franz Carl Weber, de brinquedos, que fica no número 62 e
tem cinco andares com os sonhos de qualquer criança. Dê uma atenção
especial à ala dos trens elétricos, que é soberba. Quando se fala em
lojas de departamentos, os nomes Bally e Globus são conhecidos na
Suíça. Mas, como em toda a Suíça, os preços em geral não valem a
pena. Se você não puder resistir, experimente a rede Migros, uma
espécie de cooperativa de lojas - atualmente muito popular na Suíça -,
onde o luxo dá lugar a balcões e estandes com produtos de todas as
espécies, alguns dos quais são mesmo baratos. Em Zurique, a Migros City
fica na Löwenstrasse, 31, no centro. Nas cidades maiores, o comércio
fecha aos domingos. As únicas lojas que ficam abertas são as das
estações de trens, onde muitas vezes há boas opções para um presente
de última hora.
AGITAR
A Suíça não é especialmente famosa por sua vida
noturna. Na maior parte das cidades, as luzes apagam cedo e não há agito
disponível. As melhores exceções são o bairro de Neumarkt
(especialmente a Niederdorfstrasse), em Zurique, onde há uma profusão de
bares, discotecas e clubes, e as estações de esqui mais agitadas, como
Gstaad, St. Moritz e Zermatt, onde há sempre um som legal para esquentar
as noites geladas e bares que invadem a madrugada. Uma dica de endereço
no mínimo louco: o porão do Hotel Post, em Zermatt, auto-apelidado de
"O Grande Desastre Suíço", um emaranhado de salas onde há
desde um jazz bar chamado Elefante Cor-de-Rosa até uma discoteca que
atende pelo sugestivo nome de Vaca Marrom.
A Suíça é assim
Temperatura
País temperado por excelência, a Suíça tem as
estações bem definidas. Em novembro, fim de outono, faz frio: entre 2 e
7 graus em Zurique e um pouco abaixo de zero em St. Moritz. No inverno, a
temperatura cai até 3 graus negativos na maior cidade e até 10 negativos nas principais estações de esqui.
Fuso Horário
Em novembro, com o horário de verão em vigência no
Brasil e o horário normal restaurado na Suíça, a diferença horária
entre os dois países é de cinco horas. Ou seja: quando aqui são 2 da
tarde, lá são 7 da noite. Atenção: no inverno (dezembro a março) o sol só nasce às 10 horas da manhã e se
põe às 5 da tarde em toda a Suíça.
Transporte Ideal
A Suíça é sinônimo de eficiência em trens. As
composições são rápidas, limpas, pontuais e freqüentes. Como o país
é pequeno e montanhoso, com neve nas montanhas no inverno, alugar carro
pode não ser uma boa idéia. Em Zurique, use o bom sistema de bondes
elétricos. Bicicletas são boas opções para quem viajar no verão.
Não Esqueça de Levar
Mesmo se o seu objetivo é apenas curtir uma estação
de esqui, ponha na mala um terno e uma gravata. Os suíços mantêm um
certo formalismo europeu. Nos bons restaurantes e nos teatros, quase
sempre é exigido um traje mais formal. Leve óculos escuros: sem eles é
impossível ficar em lugares com neve.
Permanência
Para dar uma volta pela Suíça, uma semana é o
mínimo necessário, a não ser que você se satisfaça com excursões de
ônibus, que, em geral, não reservam mais que um dia para a Suíça. O
país é pequeno, mas cada um de seus cantões tem características
próprias que vale a pena conhecer.
O Que Vestir
Se você pretende viajar nesta época do ano, lembre-se
que faz muito frio. Mesmo que não seja lá muito elegante, recomenda-se o
uso de ceroulas, especialmente para quem pretende visitar as estações de
esqui. Sobretudos, luvas, gorros e botas impermeáveis para andar na neve
são itens importantes.
Não Volte Sem
Como já foi dito, comprar na Suíça sai muito caro.
Em compensação, os artigos suíços são, em geral, de boa qualidade. Ou
seja: se você quiser trazer um daqueles relógios para toda a vida, esse
é o lugar. Fora isso, o suvenir mais típico são os sinos de formato
peculiar que os camponeses usam para localizar suas vacas. À venda
em qualquer loja para turistas.
Gorjeta
Os suíços gostam de dizer que não aceitam gorjetas
"a menos que você considere o serviço excelente". E como o
serviço é, de fato, excelente, separe 10 francos no final de uma
refeição ou 2 francos por volume de bagagem transportada. Não se usa
porcentagem sobre o valor dispendido, mas valores fixos, como se fossem
prêmios.